Acusada de tentar levar bebê de maternidade em Teresina vai para prisão domiciliar
- 30 de jul.
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A Justiça concedeu habeas corpus a Auricélia de Sousa Rocha, acusada de tentar levar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A decisão determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária. Segundo a defesa, a medida considerou o diagnóstico psiquiátrico da investigada.
Em nota enviada ao MeioNews, a defesa de Auricélia, representada pelo advogado Tiago Carvalho Moreira, informou que a Justiça reconheceu a necessidade de tratamento psiquiátrico especializado. Segundo ele, a decisão reforça a necessidade de garantir a proteção à saúde e à dignidade da pessoa humana, mesmo em casos de investigações de grande repercussão.
O Tribunal reconheceu que havia um fato superveniente relevante, o diagnóstico psiquiátrico, que exigia nova análise da necessidade da prisão, assegurando que a investigada receba o tratamento médico adequado sem comprometer o andamento da investigação, diz a nota.
O CASO
O caso ocorreu no dia 6 de julho. As investigações apontam que Auricélia teria ido à maternidade durante sua folga, usando o uniforme da unidade. Segundo o apurado, sob o pretexto de conduzir a recém-nascida para a realização de exames, ela conseguiu que os familiares entregassem a criança.
Ela teria escondido o bebê em uma bolsa e tentado deixar o local, mas foi impedida pela tia da criança, Daniela Beatriz. A familiar relatou, em suas redes sociais, que percebeu uma movimentação suspeita de Auricélia e decidiu abordá-la. O inquérito foi concluído no dia 17 de julho pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).









