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Após crise, entenda como será distribuição dos pacientes oncológicos no PI

  • 25 de jul.
  • 3 min de leitura

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) iniciou o remanejamento dos 190 pacientes oncológicos que aguardavam na fila para a primeira consulta especializada após a suspensão temporária dos atendimentos no Hospital São Marcos, em Teresina. Com a retomada dos serviços na quinta-feira (23), a FMS reorganizou a rede de assistência para reduzir o represamento da demanda.


Os pacientes estão sendo distribuídos entre unidades habilitadas para atendimento oncológico, conforme a região de origem. Em Teresina, os atendimentos serão realizados pelo Hospital São Marcos, Hospital Universitário (HU) e Hospital Getúlio Vargas (HGV). Já os pacientes da região Norte do estado serão encaminhados ao Hospital Marques Basto, em Parnaíba.


A diretora de Regulação da FMS, Luciane Formiga, explicou que a redistribuição foi definida em conjunto com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) e o Ministério da Saúde.

"Tivemos uma reunião com a Sesapi e o Ministério da Saúde, foi feito um trabalho técnico de redistribuição dos pacientes por regiões de saúde e macrorregiões. A rede de oncologia do Piauí conta com um CACON, que é o Hospital São Marcos, e três UNACONs, entre elas o Hospital Marques Basto, em Parnaíba, além do Hospital Universitário e do Hospital Getúlio Vargas, que foi recentemente habilitado para atendimento oncológico", explicou.

Atendimento será feito conforme a região do paciente

Segundo Luciane Formiga, os pacientes serão encaminhados de acordo com a região onde residem. "Os pacientes da Região Norte serão, prioritariamente, referenciados para Parnaíba. Já os pacientes da Região Sul serão encaminhados para Teresina. Os moradores da macrorregião Entre Rios serão distribuídos entre o Hospital Universitário, o Hospital Getúlio Vargas e o Hospital São Marcos", informou.


A diretora afirmou que os pacientes serão chamados pela Central de Regulação à medida que as unidades de saúde disponibilizarem vagas.

"A regulação entra em contato com o paciente à medida que os estabelecimentos disponibilizam vagas. O Hospital Universitário ofertou 25 vagas e o Hospital Marques Basto também disponibilizou outras 25. Após a primeira consulta, o paciente será encaminhado para o tratamento adequado, conforme o diagnóstico", detalhou.

Ela ressaltou que nem todos os pacientes encaminhados possuem diagnóstico confirmado de câncer.

"Muitas vezes, o paciente chega com suspeita da doença, que pode ou não ser confirmada. Em alguns casos, o tratamento poderá ser realizado na própria UNACON. Em outros, o paciente será encaminhado para um centro de maior complexidade", pontuou.


Fila é dinâmica, afirma FMS

Luciane Formiga explicou que a fila da regulação é atualizada diariamente, com a entrada de novos casos e o atendimento dos pacientes já cadastrados.

"A fila é dinâmica, porque todos os dias entram novos pacientes e outros são atendidos. Ela não é estática. O paciente que está hoje pode não ser o mesmo que estará amanhã", afirmou.

Sobre os impactos da suspensão temporária dos atendimentos no Hospital São Marcos, a diretora disse que o represamento ocorreu por aproximadamente um mês e acredita que os prejuízos aos pacientes serão minimizados.

"Para o usuário, a espera foi pequena. Tivemos cerca de um mês de represamento e acreditamos que conseguiremos recuperar essa demanda com a reorganização da rede", declarou.

A Fundação também informou que uma portaria do Ministério da Saúde destinou R$ 1,5 milhão ao Hospital Getúlio Vargas para fortalecer os serviços de oncologia no estado. Os recursos serão utilizados na aquisição de medicamentos e insumos que também atenderão o Hospital São Marcos, garantindo a continuidade dos atendimentos.

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