Após retirada de 45t de lixo, morador de Teresina terá casa reformada e emprego
- 24 de jul.
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Depois de 12 dias de trabalho, a Prefeitura de Teresina concluiu a retirada de 45,7 toneladas de resíduos da residência de Carlos Oliveira, de 48 anos, no bairro Promorar, zona Sul da capital. Conhecido por viver em uma casa tomada pelo lixo até o telhado, onde passou cerca de um ano dormindo sobre a cobertura do imóvel, o morador agora iniciará uma nova etapa: terá a casa praticamente reconstruída, um emprego com carteira assinada, moradia temporária durante as obras e acompanhamento psicológico e social.
A limpeza, que mobilizou equipes da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sul (SDU Sul) por quase duas semanas, encerra uma operação iniciada após denúncias de vizinhos sobre o acúmulo de resíduos e os riscos à saúde pública. Mais do que retirar o lixo, a ação abriu caminho para um processo de ressocialização do morador, que sobrevivia da coleta de materiais recicláveis.
"É uma nova vida. Vão me dar um emprego, eu agradeço. Eu não sabia que acumular lixo era errado. Não chegava ninguém, foi acontecendo. Mas foi bom o que aconteceu. Eu me encontrei, está resolvido", afirmou Carlos Oliveira durante os trabalhos de limpeza.
Recomeço começa com emprego e uma nova casa
Além da limpeza, Carlos foi contratado por uma empresa responsável pela limpeza urbana de Teresina. Segundo a prefeitura, a oportunidade permitirá que ele deixe de depender da venda de recicláveis acumulados em casa para garantir o próprio sustento.
Uma avaliação realizada por equipes de engenharia e arquitetura da SDU Sul apontou que a estrutura da residência foi severamente comprometida pelos anos de acúmulo de resíduos. A maior parte do imóvel deverá ser demolida para que uma nova moradia seja construída.
O superintendente da SDU Sul, Isaac Meneses, informou que o prefeito Silvio Mendes autorizou a reconstrução da residência.
"Nós recebemos lá a empresa que vai contratar ele, que é a Vox. Ele já vai ser reinserido no mercado de trabalho e não vai ficar dependendo desse trabalho com lixo. Paralelamente, estivemos com uma equipe de engenharia e arquitetura e a casa foi avaliada. O que se consegue aproveitar não é muita coisa. Vamos fazer praticamente a demolição da maior parte do imóvel e quase reconstruí-lo para que ele volte a um ambiente totalmente salubre", afirmou.
As obras devem começar no início de agosto e têm previsão de durar cerca de 60 dias. Durante esse período, Carlos ficará em uma moradia temporária custeada pelo município, por meio de programas como o Aluguel Solidário ou Família Acolhedora, até poder retornar para casa.
Além disso, continuará recebendo acompanhamento do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Unidade Básica de Saúde (UBS) da região, como parte do processo de ressocialização.









