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Mais de 100 pessoas suspeitas de ceder dados a grupo que clonava WhatsApp serão intimadas, diz delegado

  • 16 de jul.
  • 2 min de leitura

Mais de 100 pessoas suspeitas de fornecer dados pessoais, biometria e outras informações cadastrais para investigados na Operação Chip Falso serão intimadas a prestar esclarecimentos ao Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pelo delegado Humberto Mácola.

A operação tem como alvo um grupo suspeito de transferir linhas telefônicas sem autorização para invadir contas bancárias, clonar perfis de WhatsApp e aplicar golpes em diferentes estados. Ao todo, dez pessoas foram presas.


Ao g1, Humberto Mácola informou que cerca de 110 pessoas foram identificadas por suspeita de terem cedido voluntariamente dados pessoais aos investigados.

Segundo o delegado, essas pessoas não podem ser classificadas, neste momento, como integrantes do grupo criminoso.


Grupo suspeito de assumir ilegalmente linhas telefônicas para golpes


Segundo a investigação, o grupo mantinha uma central de operações em uma residência no bairro Monte Castelo, Zona Sul de Teresina, chamada pelos policiais de "Casa da Fraude". No local, os suspeitos abordavam pessoas para obter documentos, CPFs e dados biométricos que eram usados para burlar sistemas de segurança de operadoras de telefonia.


De acordo com o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os investigados utilizavam essas informações para mudar a titularidade de linhas telefônicas de vítimas de diferentes estados do país.


A fraude é conhecida como SIM Swap e consiste na transferência ilegal e não autorizada de um número de telefone para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso à linha, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e invadir contas e aplicativos das vítimas.


Segundo a Polícia Civil, o grupo conseguia acessar contas bancárias, assumir perfis no WhatsApp, realizar transferências indevidas, fazer compras com cartões das vítimas e se passar por elas para aplicar golpes, como pedidos de dinheiro a parentes e o falso advogado.


Ex-funcionária de operadora de telefonia foragida


Uma ex-funcionária de uma operadora de telefonia, identificada como Rosana Rodrigues da Silva, é considerada foragida pela Polícia Civil do Piauí . Ela é apontada como um dos principais alvos da Operação Chip Falso.


A informação foi confirmada pelo delegado Humberto Mácola. De acordo com ele, a mulher é investigada sob a suspeita de ser uma das principais articuladoras do esquema. G1-PI

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